No episódio #72 do SommCast, recebemos Ed Cleiton, sommelier do Scandallo Lounge, para uma conversa rica sobre serviço, curadoria e os bastidores de uma das adegas mais impressionantes do Brasil. Com uma trajetória marcada por estudo, prática e sensibilidade, Ed compartilha como construiu seu olhar único para atender clientes exigentes e criar experiências memoráveis.
A conversa percorre temas como a evolução do consumo de vinho no Brasil, a crescente sofisticação do público e os desafios de lidar com uma clientela majoritariamente internacional — mais de 60% dos frequentadores do Scandallo são estrangeiros. Isso impacta diretamente a carta, que precisa ser ousada, diversa e estratégica: de Borgonhas clássicos e ícones chilenos a descobertas inusitadas de países como Grécia, Hungria e Bulgária.
Ed também abre os bastidores da operação da adega do Scandallo Lounge, que saltou de 70 rótulos em 2009 para mais de 10.800 garrafas hoje. Ele explica a lógica de organização, o sistema de reposição automatizada e a filosofia que guia sua curadoria: “vinho é momento” — mais que técnica, é sobre entender a ocasião, a companhia e o desejo do cliente.








🍇 O papel do sommelier moderno
Ed revela que a função vai além da técnica: não é apenas conhecer regiões ou safras, mas ouvir e traduzir os desejos do cliente em experiências únicas e personalizadas.
🍷 Montando uma carta inteligente
Os bastidores da curadoria do Scandallo Lounge: diversidade de estilos, equilíbrio entre preço e perfil de consumo, e uma carta viva que dialoga com diferentes públicos e momentos.
🌍 Público internacional exigente
Com 60% dos clientes estrangeiros, a carta precisa ser global. Ed fala sobre como lidar com paladares distintos e surpreender diferentes culturas com escolhas estratégicas.
🏗️ A evolução da adega
De 70 rótulos em 2009 para mais de 10.800 garrafas hoje: Ed detalha o crescimento exponencial da adega, a organização do estoque e as tecnologias que garantem eficiência.
🧭 Vinhos que entregam mais do que custam
A filosofia de buscar rótulos que superam expectativas, criando conexão imediata com o cliente, independentemente da faixa de preço.
🍾 Clássicos x descobertas
Como equilibrar vinhos tradicionais e consagrados com a ousadia de trazer rótulos surpreendentes de regiões pouco exploradas como Grécia, Hungria e Bulgária.
📈 Tendências do consumo no Brasil
Um panorama do comportamento atual: da hegemonia de Chile e Argentina à crescente procura por Portugal, Espanha e Itália — com consumidores mais curiosos e exigentes.
💼 O salão como espaço de negócios
O Scandallo Lounge também é palco de encontros corporativos. Ed explica como a carta e o serviço são pensados para facilitar negociações em um ambiente sofisticado.
🔍 Como surpreender no serviço
Do diálogo até a sugestão certeira na taça, Ed dá dicas práticas para sommeliers que querem criar experiências marcantes e memoráveis.
⚡ Estratégias para treinar equipes
Orientações para formar times técnicos e, ao mesmo tempo, humanos: transformar conhecimento em linguagem acessível e vínculos genuínos com o cliente.
🕰️ “Vinho é momento”
Mais que preço ou safra, o conceito de curadoria do Scandallo é guiado pelo contexto: clima, companhia e ocasião determinam o vinho ideal.
📚 Formação e repertório técnico
ABS, WSET e viagens moldaram o olhar de Ed, mas ele defende que a prática (“litragem”) é insubstituível para desenvolver paladar e confiança.
🌐 Adega para diferentes ocasiões
A carta foi pensada para abraçar tanto jantares sofisticados quanto momentos casuais, oferecendo variedade sem perder identidade.
🥂 Rotas alternativas e custo-benefício
O destaque para vinhos gregos, búlgaros e húngaros como alternativas criativas que surpreendem no paladar e entregam preços mais acessíveis.
Em 2009, a casa contava com apenas 70 rótulos. Hoje, são mais de 10.800 garrafas, resultado de uma curadoria criteriosa, organização inteligente e gestão com tecnologia. O salto não foi apenas em quantidade, mas em qualidade e diversidade, tornando a adega um verdadeiro atrativo.
Ed Cleiton é sommelier do Scandallo Lounge, referência em São Paulo e detentor de uma das adegas mais impressionantes do país. Com formação pela ABS e WSET, além de viagens técnicas internacionais, Ed construiu um repertório que combina técnica, vivência prática e sensibilidade para entender o cliente.
Para Ed, o sommelier não é apenas técnico. Ele precisa ouvir o cliente, entender seu desejo, adaptar a linguagem e propor experiências personalizadas. É tanto psicólogo quanto especialista, equilibrando repertório e sensibilidade.
A carta é pensada como um organismo vivo, que se atualiza constantemente. Ed equilibra clássicos consagrados com novidades ousadas, mantendo diversidade de estilos, faixas de preço e momentos de consumo. O objetivo é garantir que qualquer cliente encontre algo que se conecte ao seu gosto ou à ocasião.
Mais de 60% dos clientes do Scandallo Lounge são estrangeiros. Isso significa lidar com paladares e expectativas muito diferentes — de franceses exigentes a americanos habituados a Napa, ou asiáticos com gosto por tintos estruturados. A carta precisa ser global e ao mesmo tempo surpreendente.
Ed mantém ícones tradicionais — Borgonhas, chilenos históricos, portugueses clássicos —, mas também aposta em descobertas criativas como vinhos da Hungria, Bulgária e Grécia. Essa ousadia agrega frescor à experiência e abre portas para novas conversas.
A adega é organizada com critérios rígidos, categorias claras e um sistema de reposição automatizada, garantindo precisão no estoque e rapidez no serviço. Essa estrutura permite atender tanto grandes eventos corporativos quanto momentos íntimos no salão.
Ele busca rótulos que entreguem mais do que custam. Para Ed, vinho bom não precisa ser caro, mas precisa surpreender o cliente e criar uma memória. É o que chama de “fator conexão” — o vinho que gera conversa, sorriso e impacto.
O brasileiro está bebendo mais e melhor. Se antes o protagonismo era quase exclusivo de Chile e Argentina, hoje há interesse crescente por Portugal, Espanha e Itália, além de maior curiosidade por regiões alternativas. O mercado está amadurecendo e pedindo mais diversidade.
Além de momentos de lazer, o salão é palco de encontros corporativos importantes. A carta e o serviço são estruturados para criar ambientes ideais para negócios, tornando o vinho parte da construção de confiança e de boas relações.
A chave é a escuta ativa. Ed destaca que, muitas vezes, a melhor recomendação não é o rótulo mais caro, mas o vinho que se conecta com a ocasião ou com a história do cliente. A sugestão precisa, no timing certo, transforma a experiência.
Ed defende treinamento constante, com foco em tradução de técnica em linguagem acessível. Para ele, garçons e sommeliers devem ser capazes de falar tanto com o iniciante quanto com o grande conhecedor, sempre com naturalidade.
Para Ed, mais do que safra, uva ou pontuação, o vinho se define pelo contexto: companhia, clima, humor, ocasião. A curadoria é guiada por essa ideia — o vinho certo é aquele que cabe no momento do cliente.
ABS e WSET foram fundamentais para criar base sólida, mas Ed ressalta que nada substitui a “litragem”: provar, sentir e viver o vinho em diferentes contextos. O repertório técnico é indispensável, mas a prática dá o tom final.
O episódio 72 com Ed Cleiton está disponível no YouTube, Spotify, Apple Podcasts e Amazon Music.




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