Como se constrói um império de taças, rótulos e conexões? Neste episódio especial do SommCast, recebemos Malu Sevieri, CEO da Emme Brasil e responsável por transformar a ProWine São Paulo em um dos encontros mais importantes do setor de vinhos na América Latina.
Com mais de 20 anos de experiência em eventos, Malu compartilha histórias que unem infância em pavilhões, visão estratégica e uma paixão genuína por vinho e pessoas. A conversa vai desde sua relação afetiva com a bebida até os bastidores de organizar uma feira internacional com 1.500 marcas de 35 países, mais de 50 mil taças em circulação por dia e uma operação logística de guerra.
Falamos sobre curadoria de expositores, combate à falsificação, tendências como vinhos sem álcool, o papel do vinho brasileiro nesse cenário e os bastidores de uma feira que movimenta negócios e transforma o setor. Um episódio imperdível para quem ama vinho e quer entender o que acontece por trás das cortinas.








🍷 Vinho como afeto e cultura familiar
Malu relembra suas primeiras memórias com vinho, como o pai que dizia “dá uma bicadinha” e a mãe baiana que servia vinho do Porto no fim da noite. Para ela, o vinho sempre foi sobre convívio e afeto, mais do que sobre rótulos.
🏗️ Nascida no pavilhão, moldada pela rotina de feiras
Filha de organizadores de eventos, cresceu entre estandes e madrugadas de montagem. Essa vivência desde cedo moldou sua resiliência e visão estratégica — características que hoje sustentam sua liderança na ProWine.
🚫 Por que a ProWine não é para enófilos amadores
A feira é exclusiva para profissionais: importadores, produtores, distribuidores e lojistas. Malu explica como funciona a curadoria de expositores e visitantes para manter o foco em negócios e fortalecer relações comerciais.
🔄 50 mil taças, 1,5 tonelada de gelo e logística de guerra
Por trás das degustações, há uma estrutura invisível que inclui estações de lavagem, logística manual e protocolos técnicos que garantem qualidade em cada gole. Uma operação que impressiona pela escala e eficiência.
♻️ Combate ao mercado ilegal e falsificação
Na ProWine, nenhuma garrafa sai inteira. Todas são trituradas diariamente para evitar reutilização e falsificação. Uma ação que vai além da logística, tocando em saúde pública e na educação do consumidor.
📱 O app da feira: Tinder + Instagram + CRM
Mais que exposição, a ProWine aposta em tecnologia para conectar marcas e profissionais. No aplicativo, é possível agendar reuniões, trocar contatos e transformar networking em negócios reais.
🌍 35 países, Brasil em crescimento
Portugal lidera em presença, mas o Brasil ganha espaço a cada edição. Vinhos de Mantiqueira, Bahia, São Paulo e pequenas produções autorais estão cada vez mais no radar internacional.
🚫🍇 Vinhos sem álcool: tendência ou ilusão?
Malu e Renato debatem os limites sensoriais dos rótulos zero. Apesar do boom de mercado e do apelo em saúde, ainda há muito a evoluir em qualidade e experiência no paladar.
🧭 ProWine como radar de tendências
A feira não cria tendências: reflete o que já se move no mercado. De vinhos em lata a espumantes zero, cabe ao consumidor validar o que realmente fica.
📦 Do vinho de garrafão ao matchmaking digital
Um retrato da evolução do consumo no Brasil: de garrafões informais ao networking digital de alto nível. A ProWine mostra como o setor pode se modernizar sem perder o calor humano que sempre esteve na taça.
É a principal feira de negócios do setor de vinhos e destilados da América Latina, reunindo mais de 1.500 marcas de 35 países. É voltada exclusivamente para profissionais do setor — importadores, distribuidores, sommeliers, donos de restaurantes e varejistas.
Não. Diferente de feiras de consumo, só entra quem comprova atuação no setor. A curadoria garante um ambiente profissional, com foco em negócios e conexões de valor.
Envolve números impressionantes: 50 mil taças lavadas por dia, 1,5 tonelada de gelo, reciclagem diária de todas as garrafas e estações de higienização constantes. Tudo para manter qualidade técnica nas degustações.
Para evitar falsificação e uso indevido. As garrafas são destruídas diariamente, garantindo que nenhum vinho volte de forma ilegal ao mercado.
Portugal segue como líder de presença internacional, mas o Brasil cresce com força — de Mantiqueira à Bahia, passando por projetos de dupla poda e pequenas produções de alta qualidade.
Ainda pequeno comparado a importados, mas crescente. A ProWine tem dado palco para produtores nacionais, mostrando diversidade e potencial, embora a distribuição continue sendo um desafio.
Foram debatidos como tendência em alta, mas ainda com limitações sensoriais. Apesar das críticas, até produtores tradicionais estão lançando seus rótulos zero álcool.
Não. A ProWine atua como radar: reflete o que está acontecendo no mercado. Quem decide o que se consolida é o consumidor, não a feira.
Gerenciar logística de guerra, manter padrão técnico, combater o mercado informal, educar expositores e visitantes, além de criar um ambiente inclusivo e estratégico para negócios.
É uma mistura de Tinder + Instagram + CRM: expositores e visitantes podem marcar reuniões, trocar contatos e gerar leads, criando conexões mais assertivas e duradouras.
A escala internacional, o rigor na curadoria e a infraestrutura profissional. Mais que festa ou degustação, é um espaço de negócios estratégicos que movimenta toda a cadeia do vinho.
Malu é CEO da Emme Brasil e uma das principais responsáveis pela ProWine São Paulo, maior feira de vinhos da América Latina. Com mais de 20 anos de experiência em eventos, ela une estratégia, visão de mercado e paixão pelo vinho.
O vinho entrou pela mesa de família: o pai dizia “dá uma bicadinha”, a mãe baiana servia um portinho no fim da noite e a diversidade de rótulos sempre esteve presente nos encontros familiares.
Ela criticou a falsificação e o mercado informal, reforçando que isso prejudica a saúde pública, mina a credibilidade e destrói o trabalho de quem atua corretamente.
Profissionalismo, educação e combate ao mercado ilegal são prioridades. Ela aposta em mais diversidade de estilos (como vinhos em lata e espumantes zero), mas defende que quem dá a palavra final é sempre o consumidor.
O episódio completo já está disponível no YouTube, Spotify, Apple Podcasts e Amazon Music.




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